O respeito entre patrão e empregado é uma premissa básica para relações saudáveis e civilizadas dentro das organizações. Normas, regulamentos e leis existem porque o ser humano é imperfeito e, muitas vezes, escorregam em cascas de bananas, se é que me entendem…

Abro falando de respeito, porque se houvesse céu na terra, não haveria a necessidade dos direitos e deveres às partes dentro das empresas. Quando o empregado erra, e prejudica o empregador, ele não deve ser humilhado, mas ele pode ser advertido, que, na prática, funciona como um aviso para que ele tenha mais atenção em sua atividade laboral. Já quando se trata de normas de segurança do trabalho, o aviso pode virar advertência, que cumpre um papel legal. Por exemplo, o trabalhador que se nega a usar o equipamento de proteção individual (EPI). Ora, o técnico de segurança ou o profissional de RH já explicou os motivos e importância em sua utilização, mas mesmo assim, o empregado não usou, aí, não tem jeito, vale a advertência. A própria Consolidação das Leis Trabalhista (CLT), no artigo 158, diz que o empregado comete ato faltoso quando não utiliza os EPIs ou quando não cumpre as diretrizes de Saúde e Segurança do Trabalho estabelecidas pela empresa.

A advertência é um sinal real de que o empregado cometeu algo errado no emprego e está recebendo o aviso. No entanto, não deve haver desespero por parte do empregado, pois a advertência não tem caráter punitivo, mas sim, educativo. O trabalhador deve entender que seu comportamento foi inapropriado porque fere, inclusive, o princípio de sua própria segurança. Mas se ele não entender e continuar repetindo a indisciplina, poderá ser demitido por justa causa. O que demonstra uma total falta de juízo, especialmente nesses tempos de desemprego. Aí nem chamando a mãe e o pai para puxar a orelha desse trabalhador!

Emily Sobral
Jornalista em SST
(11) 4238-1955 / 99655-0136
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